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Fenabrave eleva previsão de vendas de 2026 para 12,8% e 5,6 milhões

Fenabrave revisa a previsão de vendas de veículos em 2026 para alta de 12,8%, quase 5,6 milhões de unidades. Veja os números por segmento e o que muda no preço.

Pátio de montadora com carros novos enfileirados em São Bernardo do Campo (SP)
Pátio de montadora com carros novos enfileirados em São Bernardo do Campo (SP). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Agência Brasil · CC BY 3.0 BR

A Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias, elevou pela segunda vez a previsão de vendas de veículos novos em 2026: agora espera alta de 12,8% sobre 2025, quase 5,6 milhões de unidades. Para quem vai comprar carro, o recado é que o mercado está aquecido, mas puxado por IPI menor, promoções e concorrência dos chineses, o que tem segurado os preços.

O que a Fenabrave anunciou?

A revisão saiu em 4 de novembro, junto com o balanço de outubro, no comunicado da entidade. Em janeiro, a previsão era de alta de 6,1%. Em julho, subiu para 8,6%, segundo a Agência Brasil. Agora foi para 12,8%.

O motivo é o ritmo do ano. De janeiro a outubro, foram emplacados 4.722.650 veículos (todos os segmentos), alta de 12,62%. É o segundo maior acumulado da série histórica, atrás apenas de 2011.

Quanto cada segmento deve crescer?

A tabela abaixo reúne a previsão por segmento divulgada pela Fenabrave e detalhada pela AutoData:

Segmento Previsão de novembro Previsão de julho
Total (com motos e implementos) +12,8% (quase 5,6 milhões) +8,6%
Carros e comerciais leves +16,4% (perto de 3 milhões) +8,8%
Caminhões -3,1% (cerca de 107,4 mil) -7,8%
Ônibus -4,8% (cerca de 27,5 mil) -9,2%
Motos +10% (mantida) +10%
Implementos rodoviários +2% -10,6%

Os carros e comerciais leves somam 2.410.505 unidades no acumulado até outubro, alta de 17,29%. As motos chegaram a 1.985.816 (+8,9%), o maior acumulado da história do segmento.

Por que as vendas estão subindo tanto?

O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, atribuiu o resultado a três fatores, segundo a Agência Brasil:

  1. IPI menor para carros do programa Carro Sustentável, que barateou modelos de entrada.
  2. Ações comerciais das marcas, com descontos e bônus na troca.
  3. Chegada das marcas chinesas, que já somam 460,9 mil unidades no ano, 19,1% dos carros e leves. Para a entidade, a concorrência é bem-vinda, desde que todas as marcas sigam as mesmas regras.

Os eletrificados (híbridos e elétricos) também ajudam: 524.766 unidades até outubro, 20,54% dos carros e leves, quase o dobro da fatia de um ano atrás.

E por que caminhões e ônibus caem?

Por causa dos juros. Arcelio Junior lembrou que o crédito segue caro, e isso pesa mais em quem financia veículo de trabalho de alto valor. O programa Move Brasil, de financiamento subsidiado, ajudou a frear a queda, mas os recursos acabaram, segundo a AutoData. Por isso a renovação de frotas continua lenta.

O que muda para você?

  • Preço: mercado aquecido não significa carro mais caro agora. Com chineses brigando por espaço e marcas tradicionais reagindo, novembro está cheio de cortes de preço. Antes de fechar negócio, compare com a Tabela FIPE e com os rankings do mês, como o dos carros mais vendidos de outubro.
  • Prazo de entrega: em modelos muito procurados, a fila pode aumentar no fim do ano. Pergunte o prazo por escrito na concessionária.
  • Usado: com mais carros novos vendidos, entram mais usados seminovos no mercado, o que tende a segurar o preço deles.
  • Financiamento: os juros continuam altos. Compare o custo efetivo total (CET), e não só a parcela.
  • Imposto em 2027: a troca do IPI pelo novo Imposto Seletivo pode mexer no preço no ano que vem (entenda o que muda).

Outubro foi ruim?

Nem tanto. Em outubro foram 489.119 veículos (todos os segmentos), queda de 0,85% sobre outubro de 2025 e de 4,06% sobre setembro. A Fenabrave explica a diferença pelo calendário: outubro de 2026 teve 21 dias úteis, contra 23 no mesmo mês do ano passado. Nos carros e comerciais leves, houve alta de 2,5% sobre outubro de 2025.

Para fechar o ano dentro da nova previsão, o mercado precisa manter em novembro e dezembro o ritmo dos últimos meses, e o fim de ano costuma ser forte por causa das promoções e do 13º salário.

Galeria de fotos

Concessionária de automóveis na Vila Prudente, em São Paulo
Concessionária de automóveis na Vila Prudente, em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Agência Brasil · CC BY 3.0 BR
Casal conversa com vendedor ao comprar carro em concessionária
Casal conversa com vendedor ao comprar carro em concessionária. Foto: Antoni Shkraba / Pexels · Licença Pexels (uso livre)
Vista aérea de pátio de concessionária com carros estacionados
Vista aérea de pátio de concessionária com carros estacionados. Foto: David McBee / Pexels · Licença Pexels (uso livre)
Robôs montando carroceria de carro em linha de produção (foto ilustrativa)
Robôs montando carroceria de carro em linha de produção (foto ilustrativa). Foto: Hyundai Motor Group / Pexels · Licença Pexels (uso livre)
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Perguntas frequentes

Quantos veículos devem ser vendidos no Brasil em 2026?

A Fenabrave prevê quase 5,6 milhões de unidades somando carros, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos, alta de 12,8% sobre 2025.

Vendas em alta fazem o preço do carro subir?

Não necessariamente. Hoje a alta é puxada por IPI menor no programa Carro Sustentável e por promoções das marcas, e a concorrência dos chineses pressiona os preços para baixo.

Fontes

  1. Fenabrave — Emplacamentos alcançam 2º maior acumulado da série e entidade reavalia projeções para 2026 (04/11/2026)
  2. Agência Brasil — Fenabrave prevê aumento de 12,8% na venda de veículos novos em 2026
  3. AutoData — Fenabrave revisa para cima mais uma vez projeção de vendas de veículos (05/11/2026)
  4. AutoData — Caminhões e ônibus ensaiam recuperação gradual após Move Brasil
  5. Agência Brasil — Fenabrave eleva para 8,6% previsão de alta na venda de veículos em 2026 (julho)

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