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Jeep Compass 2027 vira híbrido leve: preços de R$ 174.990 a R$ 278.990

Jeep Compass 2027 estreia híbrido leve MHEV de 48V por R$ 206.990, com até 11% menos consumo na cidade. Veja preços das 5 versões e o que muda.

Jeep Compass Blackhawk, versão topo de linha com motor 2.0 Hurricane e tração 4x4
Jeep Compass Blackhawk, versão topo de linha com motor 2.0 Hurricane e tração 4x4. Foto: Stellantis (divulgação) / Sala de imprensa Jeep · Uso editorial (imprensa)

A Jeep colocou à venda nesta segunda-feira (19) a linha 2027 do Compass, e a grande novidade é um sistema híbrido leve de 48V (MHEV) nas versões Longitude Night Eagle, por R$ 206.990, e Série S, por R$ 233.990. Para quem vai comprar, a conta é simples: o híbrido gasta menos no trânsito da cidade, livra do rodízio em São Paulo e pode render desconto no IPVA, mas na estrada a economia praticamente desaparece.

As fotos desta matéria são de divulgação da linha anterior do Compass, que tem o mesmo visual básico.

Quanto custa cada versão do Compass 2027?

A linha tem cinco versões, segundo os preços sugeridos divulgados pela marca e publicados por Motor Show e Vrum:

Versão Motor Preço sugerido
Sport Flex 1.3 turbo flex, 176 cv R$ 174.990
Longitude Flex 1.3 turbo flex, 176 cv R$ 199.990
Longitude Night Eagle MHEV 1.3 turbo flex + híbrido leve 48V R$ 206.990
Série S MHEV 1.3 turbo flex + híbrido leve 48V R$ 233.990
Blackhawk 4x4 2.0 Hurricane turbo, 272 cv R$ 278.990

Para comparar: quando a linha 2026 foi apresentada, em julho de 2025, a Jeep anunciava o Sport por R$ 169.990, o Longitude por R$ 192.990, o Série S por R$ 236.990 e o Blackhawk por R$ 279.990. Ou seja, as versões de entrada ficaram mais caras, e a Série S ganhou o sistema híbrido custando um pouco menos do que custava naquela tabela. Para saber quanto vale o Compass que você já tem, consulte a Tabela FIPE.

O que é esse híbrido leve de 48V?

Não confunda com os híbridos que andam sozinhos no elétrico ou que vão na tomada. No Compass, o MHEV é um ajudante. Uma bateria de íons de lítio de 48V alimenta um pequeno motor elétrico de 11,4 kW (cerca de 15,5 cv) e 65 Nm, segundo dados publicados pelo Mundo do Automóvel para PCD. Ele dá uma força ao 1.3 turbo flex nas saídas e retomadas e recupera energia nas frenagens.

Na prática:

  • Não tem tomada: a bateria se recarrega sozinha, com o próprio carro rodando.
  • Não anda só no elétrico: o motor a combustão continua fazendo o trabalho principal.
  • A potência total não muda: continua em 176 cv e 27,5 kgfm, com câmbio automático de seis marchas e tração dianteira.
  • Fica um pouco mais esperto: de 0 a 100 km/h, o Night Eagle MHEV faz 9,7 segundos, contra 9,8 s da Longitude Flex.

É a mesma receita que a Jeep já usa no Renegade desde março. Segundo a Stellantis, as versões MHEV responderam por 48% dos Renegade emplacados no segundo trimestre.

Quanto ele economiza de verdade?

A Jeep promete até 11% menos consumo. Os números do PBEV (o programa de etiquetagem do Inmetro), publicados pela A Crítica, mostram onde está essa economia:

Combustível e ciclo Longitude Flex Longitude MHEV
Gasolina, cidade 10,1 km/l 11,2 km/l
Gasolina, estrada 12,1 km/l 11,8 km/l
Etanol, cidade 7,3 km/l 8,0 km/l
Etanol, estrada 8,6 km/l 8,7 km/l

O ganho aparece na cidade, no anda e para, que é onde o motor elétrico trabalha mais. Na estrada, a versão híbrida fica praticamente empatada e, com gasolina, até um pouco atrás, provavelmente por causa das rodas maiores e do peso extra do sistema.

Uma conta rápida: quem roda 1.000 km por mês na cidade com gasolina a R$ 6,73 (média da 1ª quinzena de outubro, segundo a Ticket Log) gasta cerca de R$ 666 com a Longitude Flex e R$ 601 com a MHEV. A diferença de uns R$ 65 por mês leva quase nove anos para pagar os R$ 7 mil a mais do preço, sem contar o IPVA. Veja os preços dos combustíveis de outubro para refazer a conta na sua cidade.

O que mudou nos equipamentos?

Segundo a Motor Show:

  • Sport: seis airbags, faróis full LED, ar-condicionado digital de duas zonas, multimídia de 8,4" com CarPlay e Android Auto sem fio, painel digital de 10,25", rodas de 18", chave presencial e freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold.
  • Longitude: soma multimídia de 10,1", pacote de assistentes de condução nível 2 (piloto automático adaptativo, centralização em faixa e frenagem autônoma de emergência), sensores dianteiros e assistente de estacionamento.
  • Night Eagle MHEV: o sistema híbrido, rodas de 19" e emblemas escurecidos.
  • Série S MHEV: teto solar panorâmico, som de 506 W com subwoofer, bancos em couro e suede, teto preto e monitor de ponto cego.
  • Blackhawk: motor 2.0 Hurricane de 272 cv, câmbio de nove marchas, tração 4x4 com seletor de terrenos e pinças de freio vermelhas.

A linha ainda ganha a cor Slash Gold e novas rodas.

O que muda para você

  • Roda muito na cidade? A versão MHEV faz sentido: gasta cerca de 10% menos no trânsito e, em São Paulo, fica livre do rodízio municipal.
  • Mora em estado com desconto para híbrido? A marca cita abatimento no IPVA em seis estados, mas a regra depende da lei de cada um. Confirme na Secretaria da Fazenda do seu estado antes de fechar negócio; veja também como funciona o IPVA 2027.
  • Roda mais na estrada? A Longitude Flex entrega quase o mesmo consumo e custa R$ 7 mil a menos.
  • Vai comprar agora? O Compass caiu para o 12º lugar entre os SUVs na parcial de outubro, com 1.565 unidades até o dia 18, como mostramos no ranking dos SUVs mais vendidos. Carro em fase de troca de linha costuma ter estoque antigo com desconto: vale pedir proposta das duas linhas.

Por que esse lançamento importa?

O Compass é a principal aposta da Jeep entre os SUVs médios. Em maio, segundo a Stellantis, ele teve 4.583 emplacamentos e 20,2% do segmento. O SUV é fabricado em Goiana (PE), onde passou das 600 mil unidades produzidas em novembro de 2025.

A eletrificação chega num momento de pressão: rivais como Toyota Corolla Cross e os SUVs híbridos chineses vêm ganhando espaço, e o híbrido leve é a forma mais barata de a Jeep oferecer economia e os benefícios de carro eletrificado sem mudar o motor.

O que ainda não foi informado: a data exata de chegada a todas as concessionárias e o preço dos pacotes opcionais da linha 2027.

Galeria de fotos

Jeep Compass Sport, a versão de entrada do SUV médio
Jeep Compass Sport, a versão de entrada do SUV médio. Foto: Stellantis (divulgação) / Sala de imprensa Jeep · Uso editorial (imprensa)
Jeep Compass da linha 2026 em foto de divulgação da marca
Jeep Compass da linha 2026 em foto de divulgação da marca. Foto: Stellantis (divulgação) / Sala de imprensa Jeep · Uso editorial (imprensa)
Jeep Compass, SUV produzido em Goiana (PE), em foto da marca pelas 600 mil unidades fabricadas
Jeep Compass, SUV produzido em Goiana (PE), em foto da marca pelas 600 mil unidades fabricadas. Foto: Stellantis (divulgação) / Sala de imprensa Jeep · Uso editorial (imprensa)

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Perguntas frequentes

O Jeep Compass 2027 híbrido precisa ser carregado na tomada?

Não. O sistema MHEV é um híbrido leve: a bateria de 48V é pequena e se recarrega sozinha, principalmente nas frenagens. O carro também não anda só no modo elétrico; o motor elétrico apenas ajuda o 1.3 turbo flex.

Qual Compass 2027 é o mais barato com motor híbrido?

É a versão Longitude Night Eagle MHEV, por R$ 206.990, R$ 7 mil a mais que a Longitude Flex sem eletrificação (R$ 199.990). A Série S MHEV custa R$ 233.990.

Fontes

  1. Motor Show — Jeep Compass 2027 estreia com motorização micro-híbrida (MHEV) de 48V e parte de R$ 174.990 (19/10/2026)
  2. Vrum — Novo Jeep Compass 2027 estreia motor híbrido e fica até 11% mais econômico (19/10/2026)
  3. Mundo do Automóvel para PCD — Jeep Compass 2027 estreia motor híbrido de 48V (19/10/2026)
  4. A Crítica de Campo Grande — Jeep Compass híbrido leve sai por R$ 206.990 (19/10/2026)
  5. Sala de imprensa Stellantis — Com mais de 500 mil unidades vendidas, Jeep Compass chega mais competitivo na linha 2026
  6. Sala de imprensa Stellantis — Jeep cresce em vendas no primeiro semestre, com destaque para o Renegade MHEV
  7. Sala de imprensa Stellantis — Jeep Compass chega a 600 mil unidades produzidas no Brasil

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